Polícia Civil cumpre mandados em empresas suspeitas de sonegar mais de R$ 3 milhões

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu seis mandados de busca e apreensão em um restaurante, empório, espaço de eventos e contadores das empresas, que fazem parte do mesmo grupo. A investigação apura sonegação fiscal de mais de R$ 3 milhões.

De acordo com a investigação, que ocorreu em parceria com a Secretaria de Economia de Goiás, as empresas utilizavam maquininhas de cartão de crédito e CNPJs diferentes para camuflar o faturamento das empresas e, com isso, se manter no Simples Nacional.

Segundo a polícia, a estrutura do grupo consistia em membros da mesma família, que controlavam diferentes empresas. Isso poderia ter facilitado a coordenação de estratégias de sonegação e distribuição do faturamento entre as empresas.

Além disso, empresas operando no mesmo local declaravam faturamentos que não condizem com a realidade de cada uma, com intuito de diluir valores e evitar ultrapassar o limite do Simples Nacional. Por fim, o grupo também omitia a emissão de notas fiscais, que permitia a não declaração do faturamento.

O Simples Nacional é o regime tributário com menor alíquota de impostos. O grupo teria utilizado o plano para sonegar mais de R$ 3 milhões ao decorrer do tempo.

De acordo com um representante da Polícia Civil, as investigações começaram há cerca de um ano. “Com a busca e apreensão desses documentos teremos informações significativas para saber desde quando existe essa prática. Dependendo do caso, poderá ser cobrado esse imposto retroativo. Dependendo da época em que começou a fraude, fazemos uma estimativa e se recolhe o imposto devido”, explicou em coletiva de imprensa.

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