Vídeos mostram entrada e saída de jornalista britânica desaparecida de hostel no RJ

jornalista britanica

BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro obteve imagens da jornalista britânica Charlotte Alice Peet, 32 anos, que está desaparecida no Brasil desde 8 de fevereiro. Nos vídeos, ela é vista se hospedando em um hostel na comunidade Dona Marta, na zona sul do Rio, no dia 17. A gravação também registra sua saída do local no dia 24 de janeiro. A Folha de S.Paulo obteve as imagens.

De acordo com a polícia, a principal linha de investigação aponta que Charlotte teria rompido voluntariamente os vínculos com a família, que não tem notícias dela desde o início do mês. A ausência prolongada levou uma amiga da jornalista a registrar o desaparecimento a pedido dos familiares.

“Temos um registro dela saindo de um hostel no dia 24, em Botafogo (zona sul do Rio), onde ela pagou a conta com um cartão de crédito”, disse a delegada.

“A principal linha de investigação é de desaparecimento voluntário. Ela tem dois celulares, e no número inglês ela tem recebido ligações. No com DDD brasileiro as chamadas são desviadas”, afirmou.

A polícia também já sabe que a britânica chegou ao Rio no dia 8 de fevereiro à noite e se hospedou em um hostel em Copacabana, onde ficou até o dia 17. De lá, seguiu para esse outro hostel, onde aparentava estar bem na saída, apenas com um leve resfriado.

A polícia conseguiu um registro de Charlotte na praia do Leme, no dia 15 de fevereiro.

O pai da jornalista, Derek Peet, afirmou à rede de TV Sky News que a filha não informou que havia viajado ao Brasil. “Eu não diria que era normal, havia algo em sua mente, obviamente, caso contrário, ela nos teria contado”, disse Derek. Procurado, ele não quis dar mais declarações.

Conforme a Folha de S.Paulo mostrou, Charlotte entrou em contato via WhatsApp, no dia 8 de fevereiro, com uma amiga americana, moradora do Rio de Janeiro, e informou que estava em São Paulo.

Ela mencionou que planejava seguir para o Rio e precisava de um lugar para ficar. No entanto, a amiga respondeu que sua casa estava lotada e não poderia hospedá-la. Elas não se falaram mais.

Dias depois, a família da britânica entrou em contato com essa amiga e disse que não conseguia falar com Charlotte.

A polícia já tem autorização para o rastreamento do celular da britânica, no entanto, os dados não são passados pelas operadoras em tempo real.

A DDPA trabalha em parceria com a Polícia Militar e usa câmeras de reconhecimento facial para encontrar a britânica. O desaparecimento voluntário não é considerado crime. Caso a ela seja encontrada, por ser maior de 18 anos, a família será informada de que ela está bem, mas não receberá sua localização.

Em nota, a Polícia Civil de SP confirmou que o inquérito foi encaminhado para a polícia do RJ.

“O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que a jornalista embarcou em um ônibus no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, com destino ao Rio de Janeiro. A investigação teve apoio do Consulado Britânico e da Polícia Metropolitana de Londres (Scotland Yard). A Polícia Civil do Rio de Janeiro foi comunicada e o inquérito policial está em fase final para envio ao Poder Judiciário, com sugestão de encaminhamento às autoridades fluminenses. Detalhes adicionais são mantidos sob sigilo.”

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