Israel ataca alvos militares no sul da Síria

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O Exército israelense indicou, nesta terça-feira (25), que havia bombardeado postos militares no sul da Síria, onde havia centros de comando e paióis de armas.

Essas ações acontecem depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, avisar que não iria permitir a presença das forças das novas autoridades sírias, lideradas por um grupo islamista, perto de sua fronteira.

“A presença de forças e ativos militares na parte sul da Síria representa uma ameaça aos cidadãos de Israel”, disse o Exército israelense ao informar sobre seus bombardeios contra “centros de comando e múltiplos lugares com armas”.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) assinalou que um dos bombardeios provocou pelo menos duas mortes nos quartéis de uma unidade militar a sudoeste de Damasco.

Segundo essa organização que monitora a guerra na Síria, outro bombardeio atingiu Tell al-Hara, um ponto culminante estratégico com vista para grande parte do norte de Israel e das Colinas Golã ocupadas.

No domingo, Netanyahu reivindicou a completa desmilitarização do sul da Síria, agora controlada pelo grupo islamista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), à frente da coalizão rebelde que derrubou em dezembro o governo de Bashar al Assad.

“Não permitiremos às forças do HTS ou do novo exército sírio penetrar na zona ao sul de Damasco”, advertiu Netanyahu.

No mesmo dia da queda de Assad, Israel moveu suas tropas para uma zona de distensão patrulhada pela ONU nas Colinas de Golã.

Israel ocupou grande parte dessa região síria em 1967 e a anexou depois, e a maioria da comunidade internacional não reconhece esse gesto.

Netanyahu disse que suas forças permanecerão nessa zona de distensão “durante um período indefinido para proteger nossas comunidades e desbaratar qualquer ameaça”.

Desde o início da guerra civil na Síria em 2011, o Exército israelense realizou centenas de bombardeios no país vizinho, especialmente contra alvos vinculados ao Irã, grande aliado de Assad e arqui-inimigo de Israel.

© Agence France-Presse

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