País cria 137,3 mil empregos com carteira assinada em janeiro

LUCAS MARCHESINI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O Brasil abriu 137,3 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro. O dado é do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado nesta quarta-feira (26) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

O número corresponde a 2,271 milhões de admissões e 2,134 milhões de desligamentos. O saldo de janeiro deste ano é menor do que o do mesmo mês de 2024, quando houve abertura de 173,2 mil vagas, segundo dados com os ajustes, incluindo informações prestadas pelas empresas fora do prazo.

Nessa segunda-feira (24),o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, antecipou o número, afirmando que seria maior do que 100 mil.

“Saiba que o Caged de janeiro vem com mais de 100 mil empregos criados no mês de janeiro deste ano, começando o ano gerando empregos de qualidade e vamos repetir no ano inteiro”, disse Marinho em um evento sobre a ampliação da frota da Petrobras e Transpetro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta quarta, Marinho criticou a reação do mercado ao número antecipado por ele na segunda. “O tal do mercado ficou nervosinho, incapacitados que são de fazer projeções que correspondam com a realidade do Brasil. Foi assim em 2023, projetaram 0,7% no máximo de crescimento do PIB e crescemos 3,2%.

[Projetaram] no máximo 1,7% em 2024 e crescemos 3,8%. E estão tentando de novo projetar para baixo a realidade da economia brasileira”, disse.

Para Marinho, a inflação não deveria ser combatida com um aumento dos juros, o que prejudica o emprego. “É preciso programar mais produção. Você controla inflação com mais oferta. Aumente sua produção que terá sucesso”, disse.

Quatro dos cinco grupos de atividades econômicas tiveram uma criação líquida de vagas em janeiro. A indústria liderou a abertura de vagas, com 70,4 mil postos, seguido por serviços, com 45,2 mil, construção (38,4 mil) e agropecuária (35,8 mil).

O saldo foi negativo em 52,4 mil vagas para o comércio.

Marinho destacou a liderança da indústria em janeiro. “A indústria vem com processo contínuo de crescimento. Emprego na indústria, sem desmerecer em absoluto as outras atividades econômicas, tem maior tempo de duração. Nos outros setores a rotatividade é maior”, afirmou.

No primeiro mês do ano, 17 das 27 unidades da federação registraram saldo positivo. São Paulo foi o estado com o maior número de vagas criadas, com 36,1 novos postos, Rio Grande do Sul, com 26,7 mil postos, e Santa Catarina (23,1 mil).

O ano passado teve um saldo positivo de 1.693.673 postos de trabalho, resultado de 25.567.248 admissões e 23.873.575 desligamento. Foi o melhor resultado anual desde 2022, que teve abertura de 2.014.424 vagas.

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