Oposição familiar, salários e falta de licença: a busca do Botafogo por técnico até chegar em Paiva

Após quase dois meses (55 dias), o Botafogo definiu o novo técnico para 2025. Na madrugada desta sexta-feira (28), o clube anunciou oficialmente a contratação de Renato Paiva, de 54 anos. Mas a procura pelo treinador desde o dia 3 de janeiro, quando houve a saída de Artur Jorge, registrou quase acerto com alguns nomes conhecidos no mercado. A Super Rádio Tupi traz detalhes dos bastidores das negociações.

O primeiro que esteve mais próximo de assumir o desafio foi André Jardine, ex-São Paulo e Seleção Olímpica. Hoje no América, do México, o brasileiro conversou com John Textor, dono da SAF alvinegra, e agradeceu pelo interesse, mas preferiu seguir no futebol local. Afinal, foi campeão nacional recentemente e busca o tetracampeonato da liga mexicana. Ou seja, não quis abandonar o projeto esportivo para dirigir a equipe carioca. Houve uma proposta oficial.

A diretoria partiu para nomes estrangeiros, a maioria de grande renome no mercado. Caso, por exemplo, de Rafa Benítez. O espanhol teve oferta documentada em mãos do Glorioso e até aceitou. Porém, sua família não viu com bons olhos a mudança ao Brasil, cenário que acabou interrompendo o avanço das tratativas.

A última cartada em um técnico com tamanha e “costas largas” para assumir o Botafogo foi dada em Roberto Mancini, ex-Itália. No caso do italiano, a parte financeira surgiu como entrave para o andamento das negociações. Afinal, o europeu pediu R$ 5,5 milhões de salário para sua comissão técnica, enquanto o Alvinegro ofereceu o teto de R$ 4 milhões. O possível acerto esfriou.

Houve consultas também a Tata Martino, ex-Barcelona, e Tite, ex-Flamengo, mas sem muitas esperanças de entrar em denominador comum.

E o Vasco Matos?

De todos os entrevistados por Textor, o Vasco Matos apareceu como aquele que mais ficou perto de ser anunciado oficialmente. Isso porque ambos os lados fecharam quase todos os detalhes da operação, embora restasse apenas um empecilho a se resolver no caminho. O português não possuía licença profissional para estar em jogos da Conmebol.

Por isso, o Botafogo considerou arriscado trazê-lo nessas condições de trabalho, já que só poderia comandar o time em partidas da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro. Além disso, os cariocas apontaram que houve omissão do treinador em relatar que precisava resolver tal pendência. No fim das contas, Matos seguiu no Santa Clara, de Portugal, e ainda renovou o contrato até 2027.

Escolha por Paiva

A decisão em ter Renato Paiva como comandando do elenco principal veio à tona novamente nas últimas horas. O nome do ex-Bahia e Benfica já havia sido cogitado anteriormente na mesa do acionista norte-americana, mas a ideia era ter alguém de maior peso no cargo. Até porque o grupo atual é o atual campeão da Libertadores e da Série A.

Após a falta de acordo com os demais candidatos, Textor considerou que Paiva reunia o necessário para atender às expectativas do departamento de futebol. Ou seja, profissional que apresenta bom conhecimento tático e gestão de plantel. Essas características, buscadas pela SAF no novo técnico, se encontraram no português de 54 anos, que estava livre no mercado depois de passagem pelo Toluca, do México.

Nos bastidores, Renato é visto com perfil parecido ao de Luís Castro e Artur Jorge, compatriotas que passagem pelo Alvinegro. O segundo, aliás, com os títulos de 2024. Para fechar o acordo, o dono do Glorioso procurou pessoas do Grupo City, que contrataram Paiva para assumir o Bahia, em 2023, e teve ótimas recomendações.

O contrato foi assinado até o fim de 2026 e a estreia acontecerá na rodada inaugural do Brasileiro, contra o Palmeiras, no final de março. Até lá, haverá um mês de preparação no Espaço Lonier, sem compromissos oficiais.

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