Goiânia terá frota de 1,5 mil novos ônibus movidos a diesel, eletricidade e biometano

A frota de ônibus de Goiânia deverá ser completamente renovada e, ainda, ter um acréscimo de cerca de 300 novos veículos, totalizando 1,5 mil ônibus na capital. A informação foi repassada ao Jornal Opção pelo Secretário-Geral de Governo de Goiás, Adriano Rocha Lima.

Já a renovação dos terminais já está em andamento, com alguns já entregues e outros em fases de obras. Cinco terminais do Eixo Anhanguera devem ser entregues até dezembro, com exceção de Senador Canedo. Das 18 estações, 13 já foram entregues, e as cinco restantes devem ser concluídas até a metade do ano.

Segundo o secretário, a frota atual da capital é de cerca de 1,2 mil ônibus e, a expectativa, é expandir para 1,5 mil. “Todos eles com ar-condicionado, independente de ser elétrico, a diesel ou a biometano. Temos que atender a população em termos de qualidade e de oferta”, afirmou.

Além disso, o secretário espera que haja melhoria na estrutura de terminais e pontos. “Devemos renovar 100% da estrutura de terminais, estações e pontos de parada de ônibus. Vamos fazer a reforma, substituição ou acréscimo de 7 mil pontos de parada de ônibus na Região Metropolitana de Goiânia”, continua.

Para Adriano, também é necessário criar novas linhas e alterar trajeto de outras. O secretário explica que isso será feito por meio de um estudo operacional detalhado, já que é uma preocupação da população que utiliza o transporte coletivo. Outro ponto citado pelo secretário é a descarbonização para que o Estado consiga cumprir metas de redução de gases e efeito estufa.

Com isso, a expectativa é a utilização de ônibus elétricos, cuja previsão era de 150 veículos do tipo, sendo reduzido para 62 (14 já estão em circulação). Isso ocorre, segundo Adriano, por conta do descarte das baterias, que geram poluição, e o custo de aquisição, que pode chegar ao triplo de um veículo a biometano.

Por conta disso, o biometano surgiu como alternativa principal. “A tecnologia do motor de gás natural, que é a mesma do motor a biometano, é uma tecnologia nacional, dominada e fabricada em Goiás. A produção da matéria prima ocorre dentro do Estado”, afirma.

O restante da frota será composta por ônibus a diesel no padrão Euro 6, que emitem menos poluentes que modelos anteriores. O governo espera que o custo total da renovação da frota seja de R$ 2 bilhões, sendo a maioria proveniente de recursos privados. O poder público seria responsável por completar os investimentos, devido a política de descarbonização.

Por fim, o secretário relata que um terço da nova frota já foi entregue. A previsão é que aproximadamente 900 ônibus estejam circulando até o fim deste ano. Os restantes, cerca de 600, serão entregues no primeiro semestre de 2025, com a conclusão total até o final deste ano.

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