Valores que se reafirmam

Vivemos dias intensos em torno de eventos que dizem muito para a nossa região: os 70 anos da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e mais uma edição da Expoagro Afubra, que também já faz história de 25 anos. Para completar, ontem foi lançado o 28º Anuário Brasileiro do Tabaco, da Editora Gazeta, que retrata o que o setor representa no agronegócio brasileiro e para muita gente que dele depende.

Quando se comemora acontecimentos históricos, com os quais atuo muito e há muito, é sempre bom lembrar o que eles têm a nos ensinar. No caso, trata-se de uma trajetória que acompanho praticamente desde a nascença, que se registrou no mesmo ano de 1955, mas consciente e efetivamente há 50 anos, período em que estou ligado à empresa de comunicação Gazeta e comuniquei muito do que ali aconteceu.

Nesse tempo todo foi possível observar todo empenho de líderes em fazer valer um esforço associativo, tão característico dos imigrantes alemães que vieram povoar e desenvolver esta terra há mais de 175 anos. Basta rememorar a grande referência desde os primeiros tempos da entidade, o produtor e comerciante formosense Harry Antônio Werner, ao lado de amigos ligados à agricultura, entre eles o padre Emílio Backes.

O líder, que também era vereador na época, fiel aos seus princípios familiares e religiosos passados de pai para filho, viu no associativismo a forma de fazer frente a problemas de segurança vividos pelos produtores, em aspectos econômicos e climáticos. Com reuniões de motivação, chegou o momento decisivo da fundação da associação dos plantadores, em 21 de março de 1955, e logo em seguida a criação de um Sistema Mutualista para garantir seguro, a partir de danos causados pelo granizo.

A estrutura criada no início, em nível gaúcho, depois foi se estendendo para Santa Catarina e Paraná, e alcançando sucessivos avanços, marcados sempre pela seriedade e comprometimento com a causa, de tal modo que hoje é uma das entidades associativas mais fortes e respeitadas do País, com sede na mesma Santa Cruz que a viu nascer. O ideal do principal fundador, primeiro presidente e seus companheiros, ao lado de mais de 1.500 pessoas presentes na assembleia fundadora, foi mantido por seus sucessores, um deles inclusive seu primeiro filho, Benício, e com muitas histórias que uma testemunha viva, prestes a completar 100 anos, a esposa e mãe Helena, pode contar pessoalmente, como já ouvi e escrevi.

Junto com outros organismos do setor, a instituição se notabiliza pela defesa da fumicultura, sem esquecer desde logo a sustentável manutenção da diversidade produtiva e da preservação ambiental, como demonstram trabalhos históricos e o evento já consagrado da Expoagro. Inclusive para provar essa faceta positiva da atividade, entre tantas outras econômicas e sociais, precisa-se somar continuamente forças e ações para contrapor tantas negativas que tentam impingir ou fazer prevalecer, e, para tanto, o nosso Anuário do Tabaco tem se colocado como decisivo, consciente e persistente aliado já há quase três décadas.

Além de valores como o associativismo e a administração dedicada, séria e competente, mais um princípio, entre outros, cultivado na entidade é o apoio à cultura tradicional da comunidade onde está inserida. Para tanto, por exemplo, mantém corais, que também já completam datas históricas: o Coral e o Coro Masculino da Afubra, com respectivos 30 e 15 anos de fundação. Como testemunho ao participar de sua formação há 22 anos, juntos fazem ecoar o melhor das pessoas e seus organismos socioculturais, novamente de forma grupal, com mensagens que, neste momento, exaltam sobretudo a gratidão e o trabalho feito a muitas mãos.

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