Covardia e iniquidade

Das mais cristalinas provas de insuficiência moral da humanidade, destaca-se a capacidade de criar armas para abreviar outras vidas de sua própria espécie e, o mais grave, de espécies não-humanas, em inequívocas ações de covardia e iniquidade.Dá-se frequentemente o absurdo pela inclinação para fazer o mal, apenas pelo sádico prazer, como recentemente verificou-se no distrito de Riacho Seco, no município de Curaçá, no Norte da Bahia, com um requinte adicional.Este acréscimo da estupidez foi a promoção de um torneio ilegal (além de imoral) de caça de animais silvestres, ou seja, não bastasse a queda, o coice, pois a organização criminosa já criava um “clube da morte”.Armar-se de espingarda, parabellum e pistola última geração para matar indefesas criaturas, como o tatu, é de uma crueldade inominável, solicitando a plena repressão com desdobramentos para promotoria.Aplausos para a inteligência dos coordenadores da ação em terras curaçaenses, unindo a sabedoria estratégica do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) ao vigor da Companhia Independente de Policiamento Especializado, a “Caatinga”.O bom exemplo dos servidores públicos, em pleno entrosamento, também serve de incentivo para o trabalho de investigação, pois a coleta de informações prévias, confirmadas e confiáveis, viabilizou a salvação da fauna condenada indevidamente pela falta de escrúpulos de cidadãos de juízo curto.A facilidade de articulação, pelos recursos de internet, vem aproximando sem-número de adeptos da maligna modalidade, trazendo à tona uma outra proposição não menos verdadeira: o raciocínio e a inteligência humanas não garantem comportamento ético nem equilíbrio afetivo. A vontade de viver, comum a todos os seres, é o valor a ser respeitado, exceto pelos criminosos.
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