Estudo aponta que 600 mil famílias vivem em áreas de risco de desastres no Rio

Um levantamento inédito realizado pelo Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) em parceria com o IBGE aponta que cerca de 600 mil famílias vivem em áreas de risco no município do Rio de Janeiro. Segundo o estudo, essas regiões estão sujeitas a deslizamentos de terra ou inundações, principalmente durante fortes chuvas.

O dado alarmante revela que 1 em cada 5 domicílios da cidade está exposto a riscos associados a desastres naturais. Os técnicos analisaram a vulnerabilidade geológica e os fatores socioeconômicos da população em todo o território carioca.

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Alta vulnerabilidade em regiões populosas

Segundo o estudo, 142 mil moradias foram classificadas como de alta vulnerabilidade, com risco elevado de serem atingidas por desastres. Dentre essas, 131 mil têm risco de inundação, enquanto 9.796 estão em áreas com risco de deslizamento.

Zona Norte lidera o ranking de vulnerabilidade

A Zona Norte concentra o maior número de residências vulneráveis, com 293 mil casas em situação crítica, especialmente nas regiões próximas às antigas estradas de ferro da Leopoldina e da Central do Brasil.

Outras regiões com números expressivos:

  • Zona Oeste (Santa Cruz, Campo Grande e Guaratiba): mais de 170 mil residências em risco;
  • Zona Oeste (Barra, Recreio e Jacarepaguá): cerca de 50 mil casas;
  • Centro do Rio: aproximadamente 46 mil imóveis;
  • Zona Sul e Grande Tijuca: quase 40 mil domicílios.

Rocinha é a comunidade mais vulnerável

A Rocinha, na Zona Sul, aparece como a localidade com o maior número de moradias em risco por deslizamento: mais de 10 mil casas. Coincidentemente, a região também registrou uma das maiores médias de chuva da cidade em 2024, segundo o sistema Alerta Rio.

Falta de sirenes agrava a situação

O levantamento também revelou uma falta de sirenes de alerta em diversas áreas de risco. Muitas comunidades não contam com o sistema de aviso da Defesa Civil, o que dificulta a evacuação em casos de emergência.

Resposta da Prefeitura

A Prefeitura do Rio afirmou que investiu mais de R$ 3 bilhões desde 2021 em obras de prevenção, como drenagem e contenção de encostas. Sobre a ausência de sirenes na Zona Oeste, informou que os equipamentos foram instalados de acordo com o mapeamento da Geo-Rio, que identifica Zona Norte, Zona Sul e Grande Tijuca como regiões de maior risco geológico.

A prefeitura ressaltou ainda que a Zona Oeste tem características geológicas diferentes e, por isso, foram feitas obras de drenagem que já somam mais de R$ 1 bilhão.

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