iFood na mira: entregadores de aplicativo pressionam por melhorias

Na última semana, entregadores de aplicativos pararam em mais de 100 cidades do Brasil reivindicando melhorias de condição de trabalho. Apesar de terem encerrado o ‘Breque Nacional dos Apps 2025’, como chamaram a manifestação, os trabalhadores seguem pressionando as empresas, com foco principal o iFood.

Leia Também:

Tarifas de Trump entram em vigor neste sábado e elevam tensão global

Motta cria comissões para discutir IA, PNE e isenção do IR

STF suspende decisão do TCU sobre controle de bebidas

Segundo informações do Estado de Minas, uma nova Plenária Geral dos Entregadores acontecerá em 9 de abril para avaliar os impactos da paralisação e decidir os próximos passos. Até lá, os entregadores seguirão fazendo pressão nas plataformas adotando medidas, como:-motoboys devem rejeitar corridas abaixo de R$ 8,00;-entregadores de bicicleta devem rejeitar pedidos acima de 3 km;-todos devem rejeitar pedidos agrupados;-realizar paralisações pontuais que serão comunicadas com algumas horas de antecedência.Os entregadores reivindicam um reajuste na taxa mínima por entrega, de R$ 6,50 para R$ 10,00, e um aumento no valor pago por milhas rodadas, de R$ 1,50 para R$ 2,50, alegando que os custos de deslocamento, como gasolina e manutenção dos veículos, não são cobertos de forma justa.Eles também pedem as limitações das rotas de bicicleta a no máximo 3 km por pedido, para evitar a exaustão dos ciclistas, e desativar o pagamento integral por entrega, sem reduções quando há pedidos múltiplos no mesmo trajeto.De acordo com a organização nacional, nenhuma das empresas de aplicativo se pronunciou sobre a paralisação ou buscou diálogo com os trabalhadores, causando indignação na categoria.Em nota, o SindimotoSP disse que busca há anos, estabelecer canais de diálogo com as empresas de aplicativos para discutir melhorias reais nas condições de trabalho, mas não teve resposta. “O iFood se recusa sistematicamente a dialogar com lideranças sindicais, não apenas em São Paulo, mas em todo o Brasil”, diz o comunicado.Em resposta à VEJA, o iFood disse que não avaliou a possibilidade do reajuste e pediu que a paralisação ocorra “sem prejuízos no funcionamento dos estabelecimentos parceiros e respeitando a livre circulação da população”.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.