Esquema internacional de envio de drogas em garrafas é desarticulado

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 2, a Operação White Coffee, com o objetivo de encerrar as atividades de uma associação criminosa especializada no tráfico internacional de drogas. A ação também visa aprofundar as investigações para identificar outros possíveis integrantes do esquema.A quadrilha suspeita de enviar cocaína para países da Europa e para Dubai utilizava garrafas térmicas, apelidadas de “mamadeiras”, para despachar a substância sem levantar suspeitas dos fiscais aduaneiros. Segundo a PF, os criminosos estruturaram um esquema sofisticado, registrando-se como Microempreendedores Individuais (MEIs) para lavar dinheiro e disfarçar a origem ilícita dos lucros. As informações foram divulgadas pelo delegado da PF de Campinas, Edson Geraldo de Souza.Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão em Campinas e Santo Antônio de Posse, no estado de São Paulo. A investigação teve início após um flagrante de tráfico de drogas em 2024, realizado pelo 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) da Polícia Militar de São Paulo. Na ocasião, um laboratório clandestino foi descoberto na Avenida Francisco Glicério, em Campinas, e dois homens foram presos enquanto tentavam remeter um quilo de cocaína para a Itália dentro de garrafas térmicas.As investigações revelaram que o grupo era altamente organizado, especializado na preparação, embalagem e dissimulação da droga. Durante o período investigado, foram identificadas remessas para países como Portugal, Inglaterra, Itália, Alemanha, Dinamarca e Dubai. As substâncias eram enviadas junto a outros objetos comuns, dificultando a fiscalização aduaneira.

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A quadrilha demonstrou conhecimento avançado no processo de manipulação química da droga, utilizando fentanil e cafeína para aumentar o volume das substâncias. Além disso, empregava linguagem cifrada e operações contábeis sofisticadas para maximizar os ganhos financeiros.Bloqueio de bens e prisõesAlém das prisões e buscas, foi decretado o bloqueio de bens e valores pertencentes aos investigados. Segundo a PF, ao menos 11 pessoas participavam do esquema, divididas entre diversas funções:Recebimento da cocaína vinda da Colômbia e da Bolívia;Manipulação em laboratórios para produção de drogas de alta pureza ou misturadas com outras substâncias;Embalo e preparo das remessas;Envio para compradores internacionais.A investigação identificou que, entre 2024 e 2025, pelo menos 16 remessas foram feitas para diversos países europeus e para o Oriente Médio.O esquema foi desvendado após a prisão do líder da quadrilha, em setembro de 2024. Durante a ação da Polícia Militar, um laboratório clandestino foi localizado em Campinas. Um dos suspeitos admitiu que enviaria um quilo de cocaína para a Itália usando garrafas térmicas. Outro integrante, responsável pela logística do grupo, também foi preso na ocasião.Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis participantes do esquema criminoso.

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