Aiace lança o álbum ‘Conexión’ com show gratuito amanhã

Aos 35 anos de idade e com 19 de carreira, a cantora e compositora baiana Aiace celebra sua trajetória musical com o show Conexión, neste domingo (6), às 17h, no Cineteatro 2 de Julho. A apresentação tem entrada gratuita. Como parte dessa celebração, a artista também lançou um videoclipe na última quarta-feira, 2.Montado em parceria com o produtor musical Paulo Mutti, o show explora uma sonoridade acústica que resgata ritmos ancestrais da música afro-baiana, como ilú, samba-chula, samba angola, coco, xaxado, vassi e ijexá. Além da colaboração com Mutti, Aiace será acompanhada por Alana Gabriela (percussões), Alexandre Vieira (contrabaixo) e Felipe Guedes (violões e viola).No repertório, a artista percorre faixas dos seus três álbuns solo: Dentro Ali (2017), Eu Andava Como Se Fosse Voar (2023) e Conexión (2024). Além disso, ela interpretará as canções que marcaram sua última turnê no México, reforçando o elo entre as culturas brasileira e latino-americana. “Também canto P’a Curar, composta por mim e Júlia Maia e versionada para o espanhol pela cantautora uruguaia Maité Gadea, e Duerme Negrito, um clássico do cancioneiro latino-americano”, conta Aiace.A brasilidade também marca a apresentação, especialmente na releitura de Jornada do Prazer de Gonzaguinha. “Cantar Gonzaguinha, por si só, já é um grande desafio. Sua musicalidade e suas letras têm uma identidade muito forte – basta ouvir uma frase para reconhecer que é dele. Por isso, ao trazer uma nova roupagem para esta canção, meu desafio foi encontrar uma divisão rítmica que dialogasse com os nossos ritmos afro-baianos e com outros ritmos irmãos, como o afrobeat, respeitando a obra, mas, ao mesmo tempo, criando uma ponte com o nosso tempo”, explica Aiace.“Junto com Paulo Mutti, chegamos a uma sonoridade que mistura MPB com uma pitada de afrobeat e pop, sem perder a força e a essência da composição original. Pra gente, esse processo foi um exercício de equilíbrio entre tradição e reinvenção”, reitera a cantora.A apresentação será em um espaço que faz parte da história da artista – que já cursou Música na Universidade Federal da Bahia (Ufba). “Voltar ao Cineteatro 2 de Julho tem um significado muito especial para mim. Esse teatro me acolheu quando eu ainda era estudante da Ufba, e agora, mais de uma década depois, retorno a esse palco, trazendo tudo o que aprendi e experienciei ao longo da minha caminhada. É emocionante perceber o quanto cresci e como esse percurso foi construído passo a passo, show a show, troca a troca. Além disso, fico imensamente feliz em retornar a um teatro ainda mais bonito e bem estruturado do que há dez anos, reafirmando seu papel como um espaço de resistência e fortalecimento da música em Salvador”, destacou a cantora.Lançamento audiovisualAntes do show, Aiace lançou, na última quarta-feira (2), o clipe da já citada Jornada do Prazer, de Gonzaguinha. A interpretação da artista transita entre doçura e sensualidade, trazendo uma roupagem moderna com influências do pop e do afrobeat, sob produção musical de Paulo Mutti.Dirigido, filmado e editado por Vini Ribeiro, o clipe retrata a intimidade e cumplicidade de um casal da vida real, interpretado por Alylian Pimentel e Mara Santos.O diretor conta que o processo criativo começou de forma intuitiva e sensorial. “No caso específico de Jornada do Prazer, eu estava ouvindo a música no fone, durante uma viagem de ônibus, e as cenas começaram a surgir como um filme – com transições, cores e enquadramentos. Comecei a anotar tudo no celular para não esquecer”, relembra.A escolha das protagonistas também surgiu de maneira espontânea. “Quando me questionei quem seria o casal principal desse clipe, veio automaticamente a imagem de Mara Santos e Alylian Pimentel. Eu já tinha visto um vídeo delas em uma rede social e, naquele momento, elas se colocavam exatamente como esse casal. A partir daí, só precisei ajustar o roteiro”, explica Ribeiro.Para Aiace, a construção da nova versão de Jornada do Prazer também foi desafiadora. “Foi uma jornada encontrar uma nova métrica e fazê-la soar com um toque de dendê”, conclui a artista.A artista também ressalta a importância de projetos que impulsionam a produção musical independente na Bahia, como o Selo Educadora FM Independente. “O Selo vem nesse sentido, somando-se à luta de tantos artistas baianos para continuar simplesmente existindo. Valorizar artistas independentes exige garantir oportunidades reais em festivais, pagamentos justos e apoio a espaços culturais. É preciso um olhar amplo, que abrace a diversidade da cultura baiana, dando voz a todos os talentos, e não apenas a poucos nomes”, conclui.Aiace: Conexión / Amanhã, 17h / Cineteatro 2 de Julho (IRDEB, Federação) / Entrada gratuita*Sob supervisão do editor Chico Castro Jr.
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